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| A língua alemã |
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O alemão é o idioma
mais falado na Europa: cerca de 100 milhões
de europeus o falam como língua materna
ou língua de família. Estes vivem
na Alemanha, na Suíça, na Áustria
e no Luxemburgo, e, sendo minorias lingüísticas,
na Bélgica, na Dinamarca, na Romênia,
na Hungria e na Rússia. Embora o alemão
seja um língua predominantemente falado
na Europa, existem também falantes nativos,
os imigrantes de origem alemã na América
Latina, nos EUA e em algumas regiões da
África.
Além disso, no mundo
inteiro, mais de 20 milhões de pessoas
estão aprendendo ou falando o alemão
como língua estrangeira. Na Europa, o alemão
está (depois do inglês como o idioma
largamente mais ensinado) na segunda posição
entre as línguas estrangeiras nas escolas
e universidades ou nos institutos de língua.
Com a extensão da Comunidade Européia
para o Leste, onde 4,5 milhões de pessoas
sabem ou aprendem o alemão, vai ganhando
ainda mais importância. Em alguns novos
países membros, como na Polônia,
Hungria e República Checa, o alemão
é uma tradicional língua de cultura
e largamente ensinado nos colégios e nas
faculdades.
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| Alemão na ciência e na internet |
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| O alemão já teve uma importância
bem mais expressiva nas ciências do que hoje
em dia. Após a re-invenção da
universidade por Wilhelm von Humboldt, que no início
do século XIX ancorou a unidade de ensino e
pesquisa, em algumas áreas como a química
ou a física, os cientistas alemães chegaram
a dominar o discurso de tal forma que a designação
de fenômenos ou teorias (como o efeito Doppler
ou a teoria de Ohm) era sempre à base de termos
alemães.
Esta situação mudou - hoje existem
grandes editoras alemãs que publicam revistas
e livros em primeira edição apenas
em inglês, sobretudo nas engenharias e ciências
naturais. Embora nos laboratórios com as suas
equipes internacionalizadas fale-se (prioritariamente)
o inglês, o alemão não deixa
de ser importante veículo no mundo científico
e cultural. 12% dos livros produzidos, a nível
mundial, são escritos em alemão. Também
no meios de comunicação virtual, o
alemão consolidou-se como língua de
ponta - é a segunda língua mais usada
na internet, tanto quanto à oferta total das
paginas (sem formato pdf) quanto às procuras
efetuadas (no Google). |
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| Alemão é importante ! |
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Porque, então, aprender alemão quando
se planeja estudar em uma universidade alemã?
Além dos motivos listados no site www.falemão.com.br,
eis mais alguns:
• Para conhecer os alemães, a cultura
e o modo de viver e pensar do país, não
há outro
instrumento a não ser a sua própria língua.
•
Estabelecer uma ligação afetiva e duradoura
com a Alemanha e o seu meio acadêmico alemão
passa pelo idioma.
•
Embora a importância do inglês esteja aumentando,
a maioria das publicações científicas
na Alemanha é publicada em alemão.
•
Nas empresas e instituições alemãs
fala-se se prioritariamente o alemão, contrariando
afirmações de que "a empresa internacional
só tem uma língua".
•
Sobretudo nas ciências baseadas em língua
e texto (letras, filosofia, história, sociologia,
direito etc.), o idioma é a ferramenta com
o qual se trabalha.
•
Aprender e saber alemão, como segunda língua
estrangeira, constitui um diferencial que poderia
ser importante no mercado de trabalho de hoje.
•
O alemão serve de ponte e acesso para muitos
dos novos países do Leste. |
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| Que nível de alemão é preciso? |
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| Para estudar efetivamente em uma
universidade alemã, é necessário
um nível de fluência acima do coloquial
ou cotidiano. É preciso saber trabalhar com
textos, usar recursos como dicionários mono-
e bilingües, conseguir captar o conteúdo
de uma palestra ou aula, escrever e falar com relativa
correção e soltura. É certo que
estas exigências variam de acordo com a área
do conhecimento: Obviamente, em ciências baseadas
em textos e idéias como as Ciências Humanas,
o nível exigido é alto. Em cursos como
as Engenharias, as Ciências Naturais ou a Educação
Física, exige-se às vezes um nível
inferior.
Via de regra, as universidades exigem
para o ingresso num estudo regular (também
de doutorado) o nível de proficiência
testado pela prova DSH (Deutsche Sprachprüfung
für den Hochschulzugang ausländischer
Studienbewerber). Este exame avalia as capacidades
orais (ouvir, falar) e escritas (ler, escrever)
no nível do ensino superior. Todas as universidades
fazem o DSH e oferecem cursos preparatórios
(http://www.fadaf.de/pruef/index.html,
em alemão).
Isentos da DSH são estudantes
que apresentam certificados equivalentes. Estes
podem ser os exames do Instituto Goethe: ZOP (Zentrale
Oberstufenprüfung), KDS (Kleines Deutsches
Sprachdiplom) e GDS (Großes Deutsches Sprachdiplom).
Alunos das escolas alemãs que detêm
o diploma KMK II também são isentos,
e em casos extraordinários, a ZMP (Zentrale
Mittelstufenprüfung) pode ser suficiente
(http://www.goethe.de/z/demindex.htm#A25).
Desde o ano 2002, existe a possibilidade
de fazer um exame de proficiência fora da Alemanha,
o chamado "TestDaF". Este exame é pago,
mas tem a vantagem de conferir uma avaliação
diferenciada (não apenas "passou / não
passou") segundo as diferentes capacidades lingüísticas,
que determinarão se o estudante já possui
o nível suficiente conforme as exigências
diferentes de cada curso na Alemanha.
No Brasil existem oito centros
de exame: os Institutos
Goethe em Porto Alegre,
Curitiba, São Paulo,
Rio de Janeiro e Salvador; o Centro Goethe em Brasília,
o Centro Cultural Brasil-Alemanha no Recife e a Casa
de Estudos Germânicas em Belém. Maiores
Informações sobre TestDaf estão
no site http://www.testdaf.de |
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